É Necessário que um Designer Instrucional seja Especialista no Assunto?



Caso seus papéis sejam autônomo, idênticos ou interligados…saiba que as experiências variam, mas vamos ver em que nível esses papéis realmente coincidem?

Os designers instrucionais devem, de fato, ser especialistas no assunto sobre o qual desenham uma instrução ou basta uma atuação autônoma seguindo algumas regras primordiais de organização contextual de assuntos/conteúdos?

Vamos dar um passo de cada vez.

Devemos lembrar que os designers instrucionais elaboram as especificações de um curso, depois de analisar as necessidades de formação, definir o escopo e objetivos de aprendizagem e decidir sobre o formato, bem como sobre o método de avaliação.

Especialistas no assunto – normalmente aqueles profissionais que colaboram com a informação fidedigna – devem comunicar os seus conhecimentos, oferecer um resumo dos assuntos que devem ser cobertos, definir os recursos e verificar a exatidão do material fornecido pela equipe de DI, mas eles geralmente não são aqueles que criam um curso.

Explicada a diferença entre esses dois profissionais, a questão principal é:

É necessário que um Designer Instrucional seja um especialista no assunto? As experiências variam, mas vamos ver em que nível eles realmente coincidem: e isso depende do campo de atuação…

Há campos que exigem uma combinação de ambos, como por exemplo: ramos da educação e da saúde. Vejamos: a fim de ensinar alunos de um nível universitário a lidar com as dificuldades acerca de algum assunto, essa tarefa implica a necessidade da experiência e o profundo conhecimento sobre o assunto que está sendo transmitido. Assim, neste caso, você não pode ser apenas um Designer Instrucional: Você também precisa ser um especialista no assunto.

No entanto, existem vários outros domínios em que um DI não tem de ser especialista para ser capaz de projetar rapidamente um curso com uma estrutura midiática e com conteúdos abastados provenientes do acesso ao direito material, bem como a consulta ao especialista do assunto.

Surpreendentemente, há também um terceiro lado. O DI relativamente inexperiente também pode ajudar um especialista, pois, apesar de não ter conhecimento sobre o assunto que desenha, pode apresentar uma sutil apreciação sobre um aluno iniciante e criar um conteúdo mais detalhado, explicativo, claro e que atenda as necessidades de aprendizagem que um especialista deixa passar batido. Em outras palavras, o DI pode identificar-se com os alunos; o qual, dependendo do nível dos mesmos, pode ser extremamente útil. Trocando em miúdos: o DI dá a forma e o especialista dá o conteúdo!

Identifique-se com os preceitos do Walt Disney “Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo, mas isso requer pessoas para tornar o sonho uma realidade.” Em outras palavras, uma equipe de projeto sólido de profissionais é necessária para qualquer projeto seja bem sucedido. A colaboração da equipe de gestão, entre o conteudista (especialista) e os designers instrucionais certamente vão proporcionar um produto de instrução bem integrado consistente ao sistema. No entanto, cada jogador precisa saber qual é o seu papel nesta caminhada.

Designers instrucionais devem:

*Pesquisar muito e tentar ganhar o máximo de conhecimento sobre o seu assunto antes de iniciar qualquer projeto de curso. Ainda mais se não terá à sua disposição especialistas sobre o assunto.

*Familiarize-se com o jargão relacionado ao conteúdo que pretende transformar em curso

*Agrupar perguntas, problemas e questões antes de abordar um especialista. O papel do especialista em conteúdo é informá-lo e não ensiná-lo.

*Matérias peritos devem trabalhar em estreita colaboração com DI’s de forma rápida, tanto com o objetivo de criar um curso bem-arredondado e solidamente estruturado, com conteúdo preciso e um sistema de avaliação justo.

*Se o orçamento está apertado ( e é o mais comum…) e os prazos te sufocando (logicamente….), a empresa vai optar por um DI multidisciplinar, que possui uma sólida compreensão de seu tema para que faça a vez do especialista e não tenha que gastar muito tempo na solução do projeto.

*Por outro lado, se a empresa pode pagar uma equipe maior, com mais recursos de manipulação, sua gestão vai certamente procurar encontrar vários profissionais, cada um assumindo o seu papel e todos eles cooperando estreitamente. E diga-se de passagem: o ideal…

E você?? Preparado para assumir mais esse papel?

IBDIN Instituto Brasileiro de Desenho Instrucional

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