Cresce a Procura por Profissional que Deixa Cursos Menos Chatos



– Perspectivas de mercado

as perspectivas de mercado para esse novo profissional são bastante extensas. A começar pela facilidade como são absorvidos pelo mercado de trabalho, tanto institucional educacional formal quanto ramo corporativo. O designer desempenha uma função de extrema importância que agrega as competencias necessárias para gestão de uma equipe e gestão de projetos educacionais, sejam estes treinamentos ou cursos.

Segue um perfil por competencias:

Perfil

O perfil do profissional de DI, entre demais aspectos, deve apresentar as competências gerais para a participação da concepção e desenvolvimento de cursos, treinamentos, tanto na modalidade virtual (onixe) quanto a modalidade presencial, de forma a aplicar conceitos e fundamentos do design instrucional, colaborando com o desenvolvimento de programas de educação e instrução junto a grupos multidisciplinares.

Muitas empresas (sejam elas escolas ou empresas) acabam contratando esses profissionais a medida que apresentam e listam aspectos sócio-emocionais profissionais que contribuem para que este profissional seja bem-sucedido como Designer Instrucional. uma das competencias mais requeridas é a qualidade de gerir equipes e processos.

Abaixo algumas atividades que envolvem atribuições detalhadas do processo que envolve o trabalho deste profissional. Certamente, quanto mais ítens o profissional escolher maiores as chances de ser bem-sucedido nesta carreira.

Atribuições detalhadas das atividades que envolvem este profissional:

• Participar com a coordenação dos programas educacionais no que se refere a seleção de abordagens pedagógicas e do modelo instrucional mais adequado de acordo com as especificidades do curso a ser desenvolvido;

• Planejar, estruturar e implantar o uso de recursos e linguagens compatíveis com o modelo pedagógico selecionado para a situação educacional atendida;

• Elaborar a matriz de design instrucional definindo os conteúdos, atividades eferramentas necessários para atingir os objetivos do curso ou disciplina;

• Produzir documentos de especificação, tais como roteiros e storyboards, parao desenvolvimento de produtos para o aprendizado eletrônico, como vídeos e animações, e de atividades de avaliação;

• Implementar ações de orientação, conversão, adaptação e enriquecimento dos conteúdos didáticos elaborados pela equipe pedagógica adequando-os aos critérios exigidos pelo Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA;

• Colaborar com os docentes responsáveis pelos conteúdos dos cursos na programação de estratégias de aprendizagem e avaliações para garantir aprendizagens significativas dos alunos;

• Acompanhar a equipe de produção de material durante o desenvolvimento do curso;

• Acompanhar o processo de revisão editorial e gráfica;

• Aplicar técnicas de mediação e tutoria em ambientes virtuais de aprendizagem e supervisionar essas ações no projeto;

• Acompanhar a execução do projeto e o progresso do cronograma e resultados parciais, para garantir eficiência e eficácia das ações;

• Elaborar relatórios parciais e finais do projeto sob sua responsabilidade;

• Analisar o pós-curso para promover aprimoramentos.

Como podemos ver estas atividades demonstram quais os domínios e conhecimentos práticos são necessários para a execução dessa profissão. Essas atividades pontuam algumas competências exigidas no processo de execução do desenho de instrução.

Sendo assim é necessário que o indivíduo tenha uma certa tendência ou gosto pela área da educação acima de tudo. Sabemos que o DI acaba tendo que desenvolver um perfil integrador, multidisciplinar, um gestor de equipe constituída por profissionais de diversos ramos e saberes. Desta forma as competências a serem desenvolvidas devem integrar aspectos das profissões de administração (gestão), educação (pedagogo, orientador) e tecnologia (noções de programação).

O designer sempre estará cercado de profissionais das mais diversas áreas de formação e conhecimentos. Chega um momento na sua profissão em que ele se depara com a necessidade de ser um profissional aberto à novidades todo o tempo. Hoje ele pode estar exercendo um projeto sobre física quântica com a colaboração de conteudistas que exercem a física e possuem aprofundamento técnico para transmitir ao designer, e em outro momento se deparar com um projeto sobre adubos orgânicos, ou quem sabe ainda, sobre processos de produção de roupas infantis.

Segundo Michele Kasten – Diretora do Instituto Brasileiro de Desenho Instrucional, ” A pessoa que busca constante desafios, é curiosa e busca conhecer indefinidamente acerca de vários assuntos certamente se dará bem nesta profissão. Muito se deve ao fato de que, os projetos que são executados pelo Designer Instrucional, envolvem criatividade, mente aguçada, capacidade de percepção de pequenos detalhes (quem muitas vezes passam desapercebidos) e uma dose extra de perspicácia na indicação do melhor caminho a seguir quando se trata de escolha de ferramentas que envolvem uma instrução. Não basta gostar da área educacional, tem que demonstrar interesse e qualificação constante quando o assunto se refere à rapidez com que as ferramentas tecnológicas são substituídas”.

De qualquer forma sabemos que o perfil do profissional desta área está ligado ao perfil de um bom administrador de projetos, um bom educador e técnico gráfico.

Qualidades tais como: Criatividade, facilidade de trabalho em grupo, iniciativa, pró-atividade, conhecimento técnico, sensibilidade, perspicácia, facilidade em gerir e coordenar equipe, concentração e foco e interdependência são pontos chaves a serem trabalhados na estrutura de qualificação de qualquer profissional bem-sucedido nesta área.

O mercado está em ampla expansão e contratando cerca de 65% dos formados na área. Apesar do fato de ser uma profissão reconhecida pelo Ministerio do Trabalho (http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/tabua/ResultadoConversaoFamilia.jsf) a profissão ainda não possui uma regulamentação incidindo diretamente no modo como o mercado respostas à estas tratativas. o IBDIN – Instituto Brasileiro de Desenho Instrucional vem sido questionado por diversas empresas que buscam um perfil salarial para estes profissionais à fim de que possam ser contratados dentro de um parâmetro legalizado.

Segundo o Historico de Ocupações o Designer Instrucional, também conhecido como Designer Educacional, ocupa a família 2394 :: Programadores, avaliadores e orientadores de ensino (dentro do ramo da pedagogia) e está alocado como subfamilia 2394-35 – Designer educacional desde 30 de dezembro de 2008.

Não há indicação de que este profissional precisa ser especialista na área para exercer a função legal de profissional de DI. Com a qualificação profissional livre este já consegue exercer as premissas básicas que a profissão requer.

A especialização na área tornou-se peneira de retenção de profissionais que pretendem exercer a posição de consultores na área de DI – nicho de mercado este – extremamente lucrativo e rentável aos entusiastas da tecnologia educacional. Sendo assim o mercado está absorvendo completamente este profissional sendo que, o desenvolvimento da tecnologia educacional e a economia do conhecimento , são as molas propulsoras de tal progresso. pelas fontes do IBDIN – empresa que dirijo – a taxa de alunos que saem do curso empregadas chega a 83% uma vez que o respaldo técnico que damos aos alunos oportunizam às empresas o profissional qualificado.

– Onde o profissional pode atuar

O designer é um profissional multidisciplinar que aplica uma metodologia de trabalho, analisa o contexto de um cliente e gera soluções que oportunizam à empresa maior aderência a qualidade da prestação de serviços por meio dos treinamentos. Desta forma o profissional de Di pode atuar em escolas, empresas do ramo público e privado de qualquer natureza desde que preocupadas com a qualidade do treinamento que oferecem, sejam estes no formato virtual ou presencial. Ex: tribunais de justiça, empresas de transporte aéreo, escolas, universidades, empresas farmacêuticas, empresas de telecomunicações, empresas de call centers, etc. Qualquer empresa educacional ou corporativa interessada em desenvolver um treinamento de qualidade preocupada em atuar segundo metodologia de implementação comprovada.

– Quais os setores que mais contratam

No ramo educacional: escolas tecnico-profissionalizantes, universidades e faculdades. No ramo corporativo: empresas de transporte, farmaceuticas, logistica, e de telecomunicações.

– O que se espera do profissional em termos de formação e habilidades

O ideal é que o profissional possua graduação em pedagogia/psicologia/ administração e especialização na área de desenho instrucional. Aos profissionais que já atuam nos ramos corporativos ou educacionais – o ideal é que busquem a qualificação profissional (cursos livres) . Para contratação da mão-de-obra é necessário possuir especialização nesta área.

– Quantos profissionais chegam ao mercado por ano

média de 350 novos designers/ano. O IBDIN já colocou no mercado 875 especialistas em DI de outubro de 2011 a junho de 2014. A média de empregados é de 83% sendo o restante: 11% consultores autônomos e 6% desistentes.

– Salário base

nao existe regulamentacao da profissão nem piso salarial de base mas temos orientado os alunos e contratantes que tirem uma média salarial baseada nas habilidades e competencias sugeridas pelo Ministerio do trabalho: a fórmula é:

base salarial de um analista de RH sênior (T&D) e do orientador educacional/supervisor educacional. A media de mercado nas contratações para CLT efetivo com 8h/dias de trabalho é de R$ 3.200 a 8.000 para especialista e R$ 2.500 a R$ 4.800 graduado com qualificação tecnica-profissionalizante (curso de extensão) e pós-graduação em outra área afim (tecnologia educacional).

– Regulamentação

Ainda não existe noivo pela qual fundamos a ABRADI – defesa da regulamentação profissional do designer instrucional.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/carreiraseempregos/178820-cresce-procura-por-profissional-que-deixa-cursos-menos-chatos.shtml


0 visualização