Teoria da Autodeterminação: Como Fazer o seu Aluno Amar a Aprendizagem que você Disponibiliza?



Afinidade com o percurso de aprendizagem de acordo com a teoria da autodeterminação.

Teoria da autodeterminação: como fazer o seu aluno amar a aprendizagem que você disponibiliza?

Imagine cada lição que você já teve na escola e que tenha se afinizado tanto à ponto de nunca mais esquecer dela? Pois é. Se toda a experiência educacional tivesse sido um pouco diferente, um pouco mais emocionante, um pouco mais pessoal? imagine o impacto que existe em sua carreira e no seu dia-a-dia quando você conhece e domina certos conhecimentos?

Explico: quando amamos a nossa aprendizagem, quando estamos comprometidos e apaixonados pelo conhecimento, a experiência torna-se completamente diferente. Quando você ama aprender, criar, usar o conhecimento você acaba transmitindo uma competência ao mundo. Amar aprender algo é introjetar facilmente o conhecimento no fundo de sua mente, até mesmo quando você não está aprendendo ativamente sobre determinado assunto. Você começa a se perguntar como isso afeta outras coisas, o impacto que isso tem na sua vida.

Você se pega fazendo a pergunta "e se isso fosse diferente?" ou "como posso fazer isso ainda melhor?". E pasme! É desta forma que a inovação nasce. É se você, enquanto professor, designer instrucional, conseguir inspirar essa sede insaciável de conhecimento em seus aluno, certamente seu trabalho estará completo. Então, como podemos estimular essa curiosidade, esse amor autodidata pela aprendizagem em nossos programas de aprendizagem?

Jamais implore aos seus alunos que “ se envolvam com o programa de treinamento ”, afinal o objetivo é tornar os seus alunos intrinsecamente motivados a aprender. Não é só porque o cumprimento da aprendizagem é uma necessidade humana tão fundamental. O impacto de uma cultura de aprendizagem envolvente no ambiente de trabalho é enorme. Este amor pela aprendizagem e pela celebração de conhecimentos e competências torna o local de trabalho um lugar mais dinâmico e feliz. Mas como podemos engendrar e cultivar esse sentimento de paixão e curiosidade? A boa notícia é que a pesquisa científica nos deu algumas dicas. Embora ainda não possamos identificar uma fórmula infalível, nós, pelo menos, conhecemos a mecânica e o processo que precisam estar no lugar para dar aos alunos uma sensação de controle e propósito.

Na “engenharia do conhecimento crescente ” ou growth engennering (em inglês), construímos as nossas tecnologias de aprendizado para se adequar melhor ao comportamento humano, como ele realmente é, não como gostaríamos de que fossem. O modelo de autodeterminação de Ryan & Deci (por exemplo) nos diz que para estimular a motivação intrínseca em nossos alunos seguir 3 pilares:

1. Competência

Primeiro, precisamos dar-lhes um senso de competência sobre a área temática. Precisamos mostrar que eles estão dominando o assunto e ganhando competência. Isso significa que precisamos fragmentar o aprendizado em pedaços menores para melhorar o entendimento. Em tempos de mobile learning e rapid learning, essa técnica é cada vez mais bem-vinda!

Ao fragmentarmos um conteúdo, a aprendizagem acaba de tornando uma jornada contínua de progressão. À medida que os alunos ganham competência, também precisamos recompensar, reconhecer e louvar seus esforços. E muito importante: esses feddbacks regulares ajudam a criar confiança e associações positivas em torno da experiência de aprendizagem.

O Microlearning (determinado pelo o modelo tradicional de aprendizagem), literalmente, quebra a instrução em pedaços! Nos velhos tempos, os alunos recebiam uma unidade de eLearning de 45 minutos a cada poucos meses. Mesmo que eles conseguissem acompanhar até o fim, esse conhecimento escapava rapidamente ao longo do tempo, deixando-os com uma vaga memória ao clicar em uma apresentação de slides.

Hoje, em uma campanha de microinstrução, os seus alunos podem receber uma pequena tarefa de aprendizado todos os dias, que pode ser completada em alguns minutos. Para os melhores resultados, uma campanha de micro-aprendizagem deve ser planejada como um primeiro exercício móvel. Isso, não só complementa a natureza curta e rápida do conteúdo, mas permite que você atinja seus alunos onde quer que estejam.

2. Relacionamento

É preciso facilitar a relação. Não é suficiente aplicar a aprendizagem em um contexto acadêmico. Seus alunos precisam relacionar o conhecimento com seus papéis reais e como utilizará esse conhecimento em suas carreiras. O aprendizado não acontece no vácuo, e você não pode se dar ao luxo de ignorar o aspecto social.

Você precisa ter certeza de que seus alunos tenham muitas oportunidades para aprender juntos e compartilhar a jornada. Ter a chance de discutir um assunto, ou simplesmente reverter idéias ao redor, mostra aos alunos o impacto de seu novo conhecimento e como ele se relaciona com o mundo em que eles trabalham.

Gamification leva os elementos que tornam os jogos tão viciantes e os aplica a outros cenários, como aprendizado e o ato de aprender, podendo levar isso para outro nível adicionando a competição. Em vez de fazer um questionamento a cada, a cada dia, coloque-os um contra o outro no combate baseado em questionamentos.

Grupos de discussão específicos de tópicos são criadouros férteis para a inovação. Essas áreas ajudam você a identificar ativos chave de aprendizagem, mas eles fazem muito mais para seus alunos. Dê aos seus alunos um espaço para exibir seus conhecimentos e ajudar seus colegas mais “crus”no aprendizado. Depois de ver quem são os verdadeiros especialistas, você pode até mesmo atribuir permissões específicas de usuários experientes, desbloqueando funcionalidades adicionais. Isso mostra aos alunos que eles não são apenas consumidores passivos - se eles querem se envolver, eles podem se tornar instrutores em suas próprias pequenas salas de aula on-line!

Na Growth Engineering ou “engenharia do conhecimento crescente ”, vimos em primeira mão a diferença que um pouco de autodeterminação pode fazer para um programa de aprendizagem. Aliás em termos de aprendizagem online, todo esforço para que o aluno seja mais auto-motivado é bem-vindo! Forçar seus alunos a fazer algo que eles não querem é uma batalha que você nunca ganhará.

A chave é criar algo que eles não podem resistir, algo que mostra o que realmente significa amar aprender. Uma vez que você coloca o controle nas mãos dos seus alunos, eles podem ajudá-lo a elevar o seu programa de treinamento. Em tempos de EaD (Educação a distância) os papéis dos alunos são mais ativos. Nada mais justo que promover um ambiente de interação constante e materiais motivadores.

IDI Instituto de Desenho Instrucional


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