Aprendizagem do fluxo de trabalho: tentativa, erro, experiência


Tem-se percebido que as pessoas que trabalham com treinamento e desenvolvimento estão pensando algumas questões de uma maneira muito casual. Compartilham problemas e soluções, na sequencia passam pelo processo de tentativa e erro, verificam resultados de qualidade e é aí que entra uma troca inofensiva de idéias enquanto elas tentam descobrir como resolver determinada estratégia de ação de treinamento.


Tentativa, erro e experimentação, na maioria das vezes, traz uma bagagem de má reputação na prática de pesquisa e desenvolvimento. Na realidade os colaboradores percebem que precisam primeiramente testar e experimentar as coisas para somente depois saber que a solução funciona. Eles se referem continuamente ao processo de eliminação, soluções alternativas ou manipulação de exceções, afinal essa é a linguagem normalmente aceita durante o trabalho.


Alguns designers instrucionais e projetores educacionais afirmam que e técnica de tentativa e erro é uma oportunidade de aprendizado, uma maneira poderosa de aprender. Ponto final. Obviamente que você deve aplicar a idéia no contexto certo, em situações que te permitem errar com segurança. Quando você incorre em algum erro ou falha, a dica é: não encare como uma coisa negativa, porque falhar ou incorrer ao erro é uma excelente oportunidade para aprender. Somente por ter passado por essas falhas e erros é que você vai descobrir o que funciona ou não em uma estratégia, ok?


Acredite. Todo profissional já passou por este mesmo dilema. Pensam: e se eu errar? Pois é. A dica é ter em mente que talvez isso acenda novas idéias sobre as coisas, de uma maneira diferente. O tal “há males que vem pra bem”. Portanto, tentativa e erro são absolutamente essenciais para o aprendizado. Ainda mais em nossa área, querida com expectativas de outros seres humanos.


Na nossa opinião, é muito mais útil fazer um experimento rápido e ver que é meio complicado. Sabe porque? Por que a coisa principal que você está tentando alcançar talvez não seja uma resposta exata, mas pode ser a que você precisa, mesmo esse experimento sendo difícil. Executar idéias, planos e estratégias difíceis vão refinar ainda mais suas experiências.


Lembre sempre: Experimentação leva às soluções. A tentativa, erro e experimentação são um mecanismos de configuração de contexto. O colaborador observa o problema, faz suposições, chega a uma teoria e aplica a solução. Repita o processo até que a sua meta seja alcançada.


Chama-se isso de "aprendizado de giro triplo”ou seja, a tentativa e erro é o "Primeiro giro". O "Segundo giro" redefine o contexto e o "Terceiro giro" reafirma a constante mudança do contexto A técnica aprofunda a perspectiva do colaborador e a compreensão de um problema resultando em soluções mais confiáveis ​​e aprofundadas.


Em organizações como Amazon, SpaceX e Intel, que possuem culturas que aceleram a técnica de tentativa, erro e experimentação agressiva, entende-se que falhas não são algo a ser evitadas mas que aconteçam o mais rápido possível de modo que possam progredir rapidamente.


A oportunidade de aprender com os erros


Abrir espaço para erros de aprendizagem e experimentação pode até parecer contra-intuitivo e produtivo nas práticas de pesquisa e desenvolvimento. Teoricamente, a prática de cenários, simulações, jogos, role playing, coaching e, principalmente o recurso de realidade virtual entre tantos outros métodos permite, em ambiente seguro e calculado, a tentativa, erro e descoberta. Convenhamos: a intenção desses métodos é louvável.


Mas nem tudo é maravilha. Infelizmente essas práticas tendem a se concentrar na transferência de conhecimento e na dependência excessiva de exercícios de memorização, afinal é requerido do aluno que aprenda a responder corretamente aos estímulos; mas ao mesmo tempo, não os treinamos para lidar com situações inesperadas. Resultado? Um enorme conflito.


Por um lado, muitos de nós na profissão de treinamento e desenvolvimento acreditamos, professamos e até defendemos o método de tentativa e erro como um método válido de aprendizado. Por outro lado, nem sempre reconhecemos que tentativa, erro e falhas são condições naturais no fluxo de trabalho real.


Afinal qual é o desafio?


Como permitimos e incentivamos a experimentação, a tentativa e o erro conduzidos pelo colaborador, sem orientação dos profissionais de T&D ou especialistas no assunto?


Lembre-se que um dos principais recursos que temos no aprendizado do fluxo de trabalho são as pessoas e o papel que eles possam assumir. Mas é o profissional de T&D que desempenha o de encontrar uma solução viável para esta questão. A dica pra você é treinar seus colaboradores para serem pensadores independentes e permitir que eles voem e se encarreguem da missão dos seus próprios trabalhos.


IDI - Instituto de Desenho Instrucional


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