4 Motivos para Você Fazer um Design Sprint Educacional


A mentalidade de Sprint de Design de Educação

Na metodologia do sprint você vai trabalhar por 5 dias para resolver o seu problema. Todos os dias, você passa por uma série de exercícios desenvolvidos para orientá-lo a alcançar o objetivo principal do dia. Há uma certa preparação pré-sprint necessária, por exemplo, antes de você entrar em um sprint você precisa definir um desafio que vale a pena, definir o espaço, tempo e preparar a equipe para a maratona (sim, quando você faz um sprint por um longo tempo chamamos de maratona). Você precisa de todo os aparatos (post-its, sharpies, um quadro branco e um timer), pensar em lanches e até em uma playlist para sua equipe. Então, durante o sprint, o facilitador precisa ficar de olho no cronômetro, instruir a equipe a fazer os exercícios e, se o facilitador tiver experiência suficiente e achar que deve, pode até participar do sprint. Depois, há uma profunda reflexão sobre o sprint e análise dos dados coletados durante o teste, para que você possa aprender com os erros e planejar seus próximos passos. E, claro, há iteração. Você pode ir direto para um Sprint de Iteração, que é um sprint que você trabalha em pequenos ajustes na criação anterior, a fim de testar novamente, se necessário.


Tudo isso parece ser muito trabalho para qualquer pessoa comum, mas um educador tem superpoderes! Se você é um professor, tudo isso pode parecer muito familiar ao que você já vem fazendo diariamente, provavelmente por anos. Como educadores, sempre que planejamos nossas aulas, passamos por uma checklist semelhante: encontrar um desafio, ou objetivo de aprendizagem, definir o espaço, pensar no tempo, preparar a equipe (alunos), ensaiar instruções, verificar aparelhos de sala de aula, às vezes participar na lição enquanto os orienta durante o exercício, reflexão, feedback, aprendizagem, planejamento dos próximos passos, repita.


A principal diferença aqui é que os facilitadores trabalham menos que os professores. Nas salas de aula mais tradicionais, os professores são responsáveis ​​por aprender tudo o que podem sobre um determinado assunto e transmitir seu conhecimento aos alunos que captam tudo de forma passiva, absorvendo tudo o que podem para obter uma boa nota no teste. Este modelo de ensino e aprendizagem não se aplica mais à nossa realidade.


Em sprints, todo o trabalho é feito pela equipe, e os facilitadores só os ajudam dando suporte e orientação durante o sprint. Na educação moderna, nosso objetivo é guiar os alunos para que se encarreguem de seu próprio processo de aprendizagem e produzam ativamente seu próprio conteúdo significativo, às vezes modelando o conteúdo com eles, mas nunca para eles. Essa mentalidade de aprendizagem ativa, comumente encontrada em todas as salas de sprint, pode ser encontrada em todas as salas de aula inovadoras de todo o mundo.


Então, aqui estão os 4 motivos principais pelo qual você deve adotar um mindset de design sprint na educação hoje:


1. Inovação

Sprints são uma ótima maneira de inovar e desenhar uma experiência centrada no aluno. Se você comparar uma sala de aula hoje com uma sala durante um sprint, perceberá que elas são bem parecidas: ambas seguem uma metodologia estruturada com procedimentos passo a passo que resultam na solução rápida e criativa de um grande problema. Ambas precisam de um facilitador, uma pessoa que administre o tempo, as conversas e o processo em geral. Sprints e salas de aula se concentram em um único resultado; a restrição de tempo não permite que você perca muito tempo trabalhando em uma solução; você trabalha junto com uma equipe, mas o resultado final pode ser diferente para cada membro da equipe.


2. Habilidades

Sprints vão além de apenas resolver um grande problema. É um exercício de colaboração, de comunicar suas idéias à equipe, de argumentos imparciais, tomadas de decisões com senso crítico e, o mais importante, criatividade. Os educadores lutam diariamente para desenvolver essas habilidades nos alunos, a fim de melhor prepará-los para o que vem depois de se formarem, ou como alguns chamam, a vida real. Nessa coisa chamada vida real, tudo se baseia na nossa habilidade de solução criativa de problemas. Essas habilidades sócio-emocionais que trabalhamos durante os sprints fazem parte da rotina de ensino atual. Assim, ao usar sprints na educação, estamos preparando os alunos com uma metodologia que eles podem levar com eles para ajudar em sua experiência profissional (e pessoal também, porque não). Ao usar o sprint na educação, você estará proporcionando uma experiência de aprendizado significativa e real para os alunos.


3. Experiência dos educadores

Não vamos pensar apenas nos alunos; e os educadores? Todo o sistema educacional sofreu algumas mudanças profundas, e os educadores estão um tanto perdidos no processo de aprendizagem, por vezes não sabendo como facilitar o aprendizado, outras vezes se agarrando firmemente a um modo de ensino tradicional e ultrapassado. Como podemos ajudar esses educadores a entender seu papel de facilitadores do aprendizado, e possibilitar que eles aprendam e se divirtam no processo de aprendizado também? Bem, sprint neles! Em um sprint, os facilitadores mais experientes podem fazer parte do processo de solução de problemas. Sim, eles têm um papel mais significativo, pois precisam gerenciar o tempo, a equipe, as discussões, a comida, a energia durante todo o processo. Mas isso não significa que eles não possam fazer parte do sprint. Além de poder participar do sprint, eles podem participar do aprendizado e ajudar a criar a solução a ser testada. Os educadores podem ter a chance de fazer parte do processo criativo, desenvolver suas próprias habilidades sociais e emocionais, aprender e se divertir, facilitando o processo e administrando a aula.


4. Falhar é necessário

Começar é mais importante do que estar certo: este é um dos princípios de um sprint de design. O que isto significa? Que não há certo ou errado quando se trata de solução criativa de problemas. Sempre que uma ideia falha, ela serve para validar uma hipótese de que algo precisa ser feito de forma diferente. Na verdade, falhar pode ser mais favorável, para que você possa conduzir o projeto inteiro na direção certa, em um estágio inicial. No entanto, quando se trata de aprender, os fracassos (ou erros) têm uma conotação tão negativa, especialmente quando se trata de educadores. Isso pode ser revertido se criarmos um ambiente seguro para o aprendizado e realmente aceitarmos as falhas, como acontece durante um sprint. Dessa forma, erros e falhas podem ser considerados meros ajustes no caminho para adquirir conhecimento real.


Alice Turibio

theheadbangerteacher.com

Pós-Graduanda UX Design e Learning Experience

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